27 setembro 2013

A verdade é que...

...os lábios se calam, os pensamentos não, eles chegam com toda força sem premeditação, e enquanto tento afastá-los o mais longe possível me preencho de medos bobos e me encaro com mais uma decepção para a coleção. Ainda não posso controlá-los, mas, faço o possível para me concentrar mais em mim, me livrando do que faz mal, do que destrói, de todas essas manias vazias e limitadas de acreditar em sorte e destino.
A mesma sorte que nunca tive e o destino que sempre gostou tanto de brincar comigo, fazendo-me acreditar com todas as forças naquela última faísca da chama que antes de iluminar e esclarecer tudo pra mim, se apaga num sopro gelado, que por vezes da minha própria boca saiu, quando pensei em não fazer mais por onde. 
Desligo-me enfim desse faz de conta que eu própria criei a partir de possibilidades, e assim sigo em frente. Enfrento e tento não acreditar mais em destino, sem medo de me decepcionar, ou talvez escondendo-o. O pensamento continuará o mesmo por hora, mas me faço a promessa de escondê-los no subconsciente, até um dia me encher de coragem novamente e mostrar aos quatro ventos, o quanto amadureci ao observar e entender o quanto somos errantes e deixamos tantas coisas irem em vão.
Acontece que dessa passagem, mais uma vez, a aprendizagem é a unica bagagem carregada, nada é em vão, o mais importante é deixar pra lá. E esse sorriso, mesmo um pouco enferrujado, não deixa de aparecer. E em um ciclo viciante os lábios tendem sempre a se calarem, os pensamentos tendem sempre a estar a mil e o coração, sempre tão bobo, tentando ir contra tudo e todos, inclusive contra mim.

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