11 setembro 2013

Eu nunca amei assim

Prometi nunca mais escrever sobre você. Mas minha insônia consente, no silêncio da noite, o que não digo em nossas tardes de conversa, o que eu tento sempre esconder. Calo-me, para não lhe dizer que sinto mesmo, um sentimento platônico e inexplicável. Disfarço. Esbanjo indiferença. A indiferença que rouba meu sono de madrugada, que desconcentra meus estudos, que desordena minhas ideias, indiferença irônica essa a minha.
Eu nunca me senti assim, então, não estranhe minha loucura. Dance conforme a música e abuse dessa insanidade comigo. Você pode escolher o rítimo, pode ser conforme as batidas do meu coração, entrego-o sem pestanejo de bandeja pro seu toca discos.
Olha o que faz comigo, sonho com o dia em que não esteja mais tão distante. Imagino quando se aproximará o dia em que tudo isso possa fazer algum sentido. Você só precisa deixar eu colocar em prática todo esse clichê, mas, eu nunca me senti assim, e não sei como fazer isso se concretizar.
Preste atenção, querido... nós temos muito mais em comum do que aquela fulana de sexta a noite, aquela de sábado à tarde ou aquela que você pertenceu há um ano atrás. Repare bem, analise melhor. Só eu enxergo isso?
Tudo bem por mim, se não enxergar. Eu embarco nessa sozinha. Viajo no meu subconsciente, imaginando você por aqui, eu por aí, e seremos um só, isso já foi calculado.
Eu nunca me senti assim. Eu nunca amei assim. Você roubou meu coração e a minha sobriedade. Deixou de brinde uma carência de você, uma necessidade e uma saudade do que nunca tive realmente em mãos. Mas, não me dou por completamente vencida, afinal, se não pode me trazer bons momentos, que continue me trazendo bons súbitos de inspirações. O que há de mais lindo em uma desilusão, é a sua boa poesia. 

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