21 outubro 2013

Ê mundão

http://my-life-pink-s2.blogspot.com
Eu me dei conta esses dias que eu cresci. E a causa disso, foi perceber que àquela priminha que deixei de herança minha Barbie preferida (e toda a casinha completa que eu tinha), começou a sair pra curtição, beber, beijar na boca e tudo mais, não sei os detalhes, mas sei que o tempo passou, que eu nem vi, e aquela feição de anjinho talvez tenha ficado apenas na memória. 
Na mesma idade, foi onde eu também comecei a descobrir o mundo, mas tenho uma certa mania de ver tudo meio distorcido, num imaginário distante da realidade, uma realidade que finjo que não enxergo, meio utópico, um pouco inocente. Uma inocência que me fez crescer com um pouco menos de pressa, um pouco mais de juízo, com uma pitada a mais de valores - vulgo chata. Sim e muito.
Me indigna ver essa geração. Talvez porque eu devesse ter nascido um século mais cedo, talvez porque está tudo um verdadeiro lixo mesmo. Tudo bem, eu não sou exemplo pra ninguém, nunca fui. Afinal, dezoito anos não se tem muita experiência pra saber o que realmente é certo ou errado, porém, é tão explicito o quão essa geração está perdida, que uma pessoa com apenas um pouco a mais de educação e juízo, consegue distinguir o quanto a sociedade está distorcida, cheio de pré-adolescentes "donos do nariz", querendo com um metro e meio roubar a cena (o carro, a moto e o celular alheio), e meninas que desde sempre amadurecem bem mais rápido que meninos, cada vez mais fáceis de persuadir e vão sem nenhuma cautela pela cabeça de qualquer um. Resumisse à violência, desrespeito e sexo fácil.  Numa síndrome de crescer e fazer "merda adolescente" mais cedo. São pouquíssimas as exceções.
Sim, eu sempre fui assim. Careta pra caralho. As vezes nem tanto, ninguém é de ferro, mas dá uma vontade de voltar no tempo e falar para aquela menina que começou a namorar sério tão cedo (aos treze anos), pra aproveitar um pouco mais aquela fase tão incrível, e não trocar a brincadeira preferida pra fazer o que as amigas diziam, nada foi tão difícil - e estranho - quanto beijar pela primeira vez, e olha que eu fugi por anos.
O meu medo maior é ver que um dia poderei ter filhos, e participará de uma geração que poderá ser ainda pior que hoje. A minha certeza é que estamos sujeitos a tudo, porém, ainda tenho essa mania de ver as coisas distorcidas, ainda assim muito inocente. E a minha vontade, é só de fugir de toda essa realidade chata e poder voltar a correr descalça na rua, ralar o joelho descendo uma ladeira de patins e brincar com minha Barbie preferida. Pode isso produção?

2 comentários:

  1. Infelizmente as meninas hoje em dia crescem muito rápido. Hoje eu estou nos meus 20 anos, mas na época de 13/14 anos já tinha bastante disso (não tanto, mas tinha), "amigas" minhas da época já falavam em sexo, ficar, sair para balada, beber, entre outras mil coisas de gente grande. Por sorte ou, acredito eu, criação, sempre fui "chata" com essas coisas e nunca me deixei levar, ainda sou, continuo com a maior parte da inocência dos 13 anos.

    Infelizmente o mundo hoje em dia é desse jeito que você descreveu, cabe a nós educarmos nossos filhos de forma que seja possível eles evitarem esse fim e aproveitarem mais o que a inocência pode dar.

    Texto muito bem escrito, parabéns :)

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  2. achei o texto muito bem escrito.
    Acho que esse saudosismo sempre tem em qualquer geração. Concordo com várias questões postas no texto, mas acho que são coisas que já existiam antes, mas camufladas de outras formas.
    http://www.viciodiario.com/

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