09 dezembro 2013

Inconsciente Coletivo

Enquanto me desligo do mundo, ao som de vozes melódicas e letras clichês, o trem vai enchendo e a vida vai passando. Enquanto tento me refugiar no desconhecido que me conhece muito bem, as pessoas vão passando, entrando e saindo - da minha vida e do vagão -, as estações mudando, da primavera ao in(f)verno, à cada cinco minutos. Afinal tudo muda, e honestamente, não há graça se não mudar. 
O volume é no ultimo, a mente também. A música ecoa nesse silêncio ensurdecedor.  A cada parada, novos passageiros e novas decepções, afinal uns vão embora, por mais que eu não queira, por mais que eu não me importe, por mais que eu não possa fazer o mínimo esforço para que fiquem, para que não sigam seus destinos. Mas nós temos um ponto de partida e acima de tudo um ponto de chegada. 
Eu só queria estar em casa, cultivando minha preguiça existencial que aprecio muito bem. Mas essa viagem parece não ter fim. No último vagão, sinto-me imune, mas empurrões são constantes e o aperto contínuo, porém estou desligada, até chegar ao meu destino, meu próprio destino, aliás, era para eu ter decido nessa estação ou talvez seja a próxima. Com ou sem GPS é difícil saber onde quero chegar, quem sabe afinal?

Um comentário:

  1. nem me fale em.. cada vez mais penso o que devo fazer na vida, muitas vezes acredito que não faço a menor diferença, afinal ninguem lembra de mim, nada acontece comigo, cada vezs mais me sinto deslocada das pessoas e da vida, as vezs acho que tenho um puta de um azar, mas vai saber ne,

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