03 janeiro 2014

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Você me cega de ódio, me tira do sério, vira meu mundo de cabeça para baixo, rouba o pouco que tenho de juízo. Por vezes alivia algumas angústias, em outras você é a causa completa e sem solução. Juro, um dia ainda fico maluca, ainda mais do que sou. Aos quarenta e cinco do segundo tempo ainda hei de entregar o jogo e cair no enlouquente perigo que é gostar e ao mesmo tempo detestar gostar tanto de você e do que me tornara.
Que enfim tragam a camisa que a força eu já perdi, o manicômio não é aqui, mas a principio é uma réplica perfeita, uma maquete em tamanho real e você é como uma tarja preta. Sem você - provavelmente - eu enlouqueceria ainda mais, também causando os efeitos colaterais quando dosadas na medida exata. Dose diária do mal e do bem que você me faz. 
Quem sabe um dia eu esqueça de esquentar a cabeça, quem sabe um dia você crie juízo, quem sabe um dia possamos, enfim, ser mais do que uma loucura banal, quem sabe um dia eu encontre a saída...
quem sabe um dia eu esqueça de tudo isso.

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