29 janeiro 2014

Friendshhhhip

Secrets can you keep it?
Eu me sentia tão livre que nem me importava mais com a grama pinicando a sola dos pés. O gosto da liberdade é um dos melhores que provei e não trocaria nada por isso. 
_ Não trocaria nada por esse momento! - disse.
_ Nem ficar com ele de novo? - disse ela.
_ Não. Nada que nos faça chorar é bom. E esse lugar, só me trouxe coisas boas. Energia positiva e minha melhor amiga do lado, não tem nada melhor.
Nós riamos e corríamos por horas, como se estivéssemos no ápice de nossas vidas, no cume de nossa plenitude. Total e completamente inteira de mim mesma. A mágoa já não me atormentava, a tristeza não dava pé e nem se eu mergulhasse mais fundo que eu conseguia nas lembranças daquele canalha eu não alcaçaria. Porque eu eliminei as toxinas que meu coração acumulou nos anos que me ceguei de desamor e me internei num manicômio particular, ele, eu e nossas loucuras peculiares.
O sol brilhava em pleno horário de verão quase ás cinco da tarde, ardiam meus olhos mas iluminava meu sorriso. Um dia perfeito para sentir-se mais leve, mais minha, mais eu.
_ Que bom que você está comigo. Eu te amo amiga!
_ Que bom que te faço bem, eu também te amo muito!
_ Quer namorar comigo? - ela riu como se fosse uma piada meio zorra total. 
_`Claro que quero! - disse ironicamente.
Não estava mesmo falando sério. Mas estávamos sozinhas e eu apertei um pouco mais forte sua mão. Deitamos na grama para observar o céu azul com nuvens que pareciam trens, castelos, girafas e monstros da neve. No êxtase do momento, rolei para cima dela e fiquei parada observando seus olhos azuis e cabelos castanhos que me faziam babar de inveja boa e divertida e a beijei. Beijei como quem beija uma garota pela milésima vez, não como a primeira. E ela se deixou envolver sem nenhuma cerimônia. A beijei de uma forma que se fosse qualquer outro homem, tiraria minha roupa, mesmo em publico.
Quando acabamos foi como despertar de um sonho acordado ou tirar os fones de ouvidos no metro. Podíamos ouvir agora tudo com mais clareza, os passáros, o vento nas árvores e até pessoas falando ao longe. Olhamos uma para outra e rimos sem parar, por minutos que pareceram horas. Rimos uma da outra tirando sarro daquele momento. Aquele momento em que você não se constrange por ter sido você, aquela pessoa que você pode confiar ao ponto de saber que nada daquilo sairá do momento.
_ Você deveria ter vergonha na cara! - ironizou e riu ainda mais.
Sabemos que aquilo vai ficar por lá, que não irá acontecer novamente e que isso só poderíamos contar com uma e a outra, só mesmo com nossa linda e sexy confidente. 

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