11 agosto 2014

Ressaca de novo, sim

Tem dias que por excesso de álcool, calor e tesão eu digo e faço coisas que não me parecem - em termos sóbrios - conveniente ou correto (em minha concepção de politicamente correto). Por um triz, às vezes não sai pior que a encomenda, por um triz não rasgo meu ego, e fico dividida nesse vai e vem de desejo e orgulho.

Porém, são nesses momentos que me faltam essa tal de vergonha na cara, onde o nível alcoólico já nem se consegue medir, que afloro os meus trejeitos mais secretos. É claro que é de propósito. Confesso. E inclusive, propositalmente culpo a tequila, a cerveja, as situações. A culpa é minha, eu coloco onde eu quiser, na dose que eu quiser. 

Eu me julgo depois, mas é por isso que faço o possível para não lembrar de nada além do copo, sal e limão. (entretanto, não quer dizer que nada tenha sido calculado e planejado)

No fundo eu sei que estar apaixonado e bêbado é tão frustrante quanto (uma coincidência enlouquecedora de erros). A gente fala demais, ri demais, se arrepende de tudo depois da uma risada sem graça. Se me falta vergonha na cara, ao erguer alguns copos, você nem poderia imaginar quando lambe meus lábios salgados e ardidos de vontade. Álcool, calor, tesão, paixão. Eu mal consigo imaginar os danos que posso vir a causar, espero que eu possa me lembrar (do orgasmo) desse momento, mesmo com tanta falta de consciência. 

Chega de tantos rodeios, por favor, desce mais uma dose, encha a minha taça e vem me despir dessas roupas de inverno. Preencha e  me transborda. Deixa a ressaca (moral) pra amanhã.

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