24 fevereiro 2015

Alcoonteceu.

Eu me lembro vagamente de como adormeci ou menos ainda como fui parar naquele quarto estranho e desconhecido. Corri os olhos pelo cômodo procurando minhas roupas e a vergonha na cara, notei que as roupas estavam espalhadas por todo canto, a vergonha teria largado em alguma esquina antes de entrar ali, talvez no penúltimo bar.

Mas quer saber? Não fiz questão alguma de encontrá-las depois de recordar os motivos que me levaram até aquele lugar. Você. Você e uma noite incrivelmente louca. E você me olhava, como quem havia feito isso a noite toda, sutil e cuidadosamente. Sorri e me espreguicei. Diante daquele olhar, enfim, tive algumas certezas. Uma delas é que eu não lembraria realmente de muita coisa que tenha acontecido, que a noite passado havia sido insana - como toda sexta-feira - e que tudo aquilo tomaria um rumo totalmente inesperado.

Soube que tudo iria mudar, mas não sabia onde chegaria. Não importa. O que teve alguma relevância naquela manhã foi o que eu senti. E eu senti que apesar das loucuras, álcool a beça, risadas e ressaca, havia algo naquele momento e naquele olhar que te eternizaria em mim. E foi assim, aconteceu.

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